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Origens

Antes do prato,
existe um lugar.

Uma cozinha se reconhece nas relações que cultiva. Com o mar, com a terra e com as mãos que trabalham antes das nossas.

Peixe de linha prateado, gelo limpo e as mãos de um pescador na seleção da manhã.
Porto de Aonami · litoral sul
Caderno de origens01

O mar

Na primeira luz do dia, nossos parceiros selecionam peixes de linha no pequeno leilão do porto de Aonami.

A pesca chega inteira; a espécie muda conforme o mar permite. O tempo de maturação é decidido na cozinha, peixe a peixe.

Na origem
Cooperativa de pesca Aonami
Mãos colhem pequenos vegetais e folhas, com uma cesta de cogumelos na horta.
Serra da Mantiqueira · São Paulo
Caderno de origens02

A terra

Shiso, nabo e folhas pequenas chegam do Sítio Haru, onde o cultivo respeita o frio e a chuva da serra.

Os cogumelos são colhidos na véspera do serviço. Não pedimos à terra o que ainda não está pronto.

Na origem
Sítio Haru
“Não pedimos à estação
que se repita.
Aprendemos a acompanhá-la.”

Akira Mori

Arroz koshihikari e vinagre de arroz em recipientes artesanais, sobre madeira e tecido natural.
Niigata · Japão
Caderno de origens03

O arroz

O koshihikari cultivado pela família Takeda encontra nosso vinagre vermelho de arroz em pequenas levas ao longo da noite.

A temperatura acompanha o peixe. É um trabalho discreto, presente em cada peça.

Na origem
Família Takeda
Mãos de ceramista modelam um prato de argila clara no ateliê.
Cunha · São Paulo
Caderno de origens04

O que acolhe

As peças do ateliê Nami preservam as marcas da mão e da queima.

Cada prato é escolhido pela maneira como recebe a comida: sua temperatura, seu peso, o espaço que deixa ao redor.

Na origem
Ateliê Nami

A origem continua
à mesa.

O que chega à cozinha define a noite. No balcão, em uma sequência conduzida pelo chef. Na sala, em um cardápio curto que acompanha a estação.

O cardápio desta estação