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03

O chef

O gesto é uma
forma de escuta.

Akira Mori
Chef e fundador

Retrato em preto e branco do chef fictício Akira Mori preparando peixe.
Akira Mori, ao balcão do SEN. São Paulo.

Antes de conduzir um balcão, Akira Mori passou quatro anos preparando arroz. Foi em Kanazawa, aos dezenove, que aprendeu a observar a temperatura com as mãos e a reconhecer o momento em que um ingrediente não pede mais nada.

Seguiram-se oito anos entre cozinhas de Tóquio e pequenos balcões de Ishikawa. Da tradição Edomae, trouxe a cura, a maturação e a ideia de que servir também é saber esperar. Dos mestres, a disciplina de repetir até que o gesto desapareça.

Em São Paulo desde 2017, encontrou outra costa, outros pescadores e uma nova forma de olhar a estação. O SEN nasceu desse encontro: técnica japonesa, território brasileiro e a convicção de que a cozinha começa muito antes da cozinha.

À mesa com o chef

O gesto antes da palavra

“A melhor técnica
é aquela que
deixa de aparecer.”

Akira Mori

As mãos do chef moldam delicadamente um nigiri sobre o balcão de hinoki.
O arroz, a temperatura e a precisão das mãos.

O caminho

Aprender. Repetir.
Retirar.

  1. 01 / 04

    2000—2004

    Kanazawa, Japão

    O arroz, a água e os primeiros anos de formação.

  2. 02 / 04

    2004—2012

    Tóquio & Ishikawa

    Aprofundamento na tradição Edomae e na cozinha kaiseki.

  3. 03 / 04

    2017

    São Paulo, Brasil

    Pesquisa da costa brasileira e aproximação com pequenos produtores.

  4. 04 / 04

    2022

    SEN, Jardins

    Um balcão de oito lugares. Uma cozinha com tempo para observar.

Seu lugar à mesa

Uma noite.
Inteiramente presente.

Oito lugares ao balcão. Cinco mesas na sala.
Recebemos apenas com reserva.

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